No âmbito da disciplina de
Português, acompanhados pelas professoras Cândida Carlos, Carla Santos e Ana
Paula Saraiva, os alunos do 10º ano foram ao Teatro A Barraca assistir à
representação da peça Farsa de Inês Pereira.
Num espetáculo de Maria do
Céu Guerra, a partir da obra de Gil Vicente, assistimos à Farsa de Inês Pereira
que parte da glosa de um mote: «mais quero asno que me leve, que cavalo que me
derrube». Entre o «asno» e o «cavalo» do mote inicial oscilará Inês Pereira, a
personagem principal, jovem casadoira, mas exigente. O «asno» é Pero Marques, o
seu primeiro pretendente, um lavrador inculto que nunca viu sequer uma cadeira
e que provoca momentos hilariantes aos espetadores. Inês Pereira recusa-o, pois
pretende casar com alguém que saiba combater, fazer versos, cantar e dançar,
alguém como Brás da Mata, o segundo pretendente, mas este representa apenas o
triunfo das aparências, um simulacro de elegância, boa-educação e bem-estar
social, que acredita no casamento como solução para as suas dificuldades
financeiras. Incapaz de ver para além das aparências, Inês escolhe-o para
marido, para logo se arrepender. Depois de o marido morrer na guerra, fugindo
de uma batalha, casa com Pero Marques, o «asno» que literalmente a leva às
costas para o encontro com o seu amante. Trata-se, portanto, de uma sátira aos
costumes da vida doméstica, jogando com o tema medieval da mulher como
personificação da ignorância e da malícia.
Foi, sem dúvida, uma forma
diferente e proveitosa de abordar os conteúdos programáticos.
Texto e fotos: prof.ª
Cândida Carlos; edição e publicação: biblioteca escolar
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