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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Ida ao Teatro: 1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis

No âmbito da disciplina de Português, acompanhados pelos professores Cândida Carlos e António Félix, os alunos do 12º ano foram ao Teatro A Barraca assistir à representação da peça 1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis.

Num espetáculo de Hélder Mateus da Costa, a partir do romance de José Saramago, assistimos ao encontro inquieto do defunto Fernando Pessoa com o único heterónimo que lhe sobreviveu – Ricardo Reis – numa época em que na Europa cresciam o fascismo e a ditadura.  

Pessoa surge como um defunto brincalhão e cheio de humor que imita fantasmas, pássaros agressivos e perturba o sono de Ricardo Reis.

No final, o espetáculo homenageia José Saramago com os atores do grupo em respeitosa fila pedindo-lhe autógrafos para O Ano da Morte de Ricardo Reis, e fazendo uma alusão ao Memorial do Convento, através da projeção da Passarola de Bartolomeu de Gusmão.

Foi, sem dúvida, uma forma diferente de abordar este conteúdo programático.






Texto e fotos: prof.ª Cândida Carlos

Imagem do calendário do Agrupamento de Escolas

sexta-feira, 17 de março de 2023

1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis

No âmbito da disciplina de Português, acompanhados pelas professoras Cândida Carlos e Fátima Henriques, os alunos do 12º ano foram ao Teatro A Barraca assistir à representação da peça 1936, O Ano da Morte de Ricardo Reis.

Num espetáculo de Hélder Mateus da Costa, a partir do romance de José Saramago, assistimos ao encontro inquieto do defunto Fernando Pessoa com o único heterónimo que lhe sobreviveu – Ricardo Reis – numa época em que na Europa cresciam o fascismo e a ditadura.  

Pessoa surge como um defunto brincalhão e cheio de humor que imita fantasmas, pássaros agressivos e perturba o sono de Ricardo Reis.

No final, o espetáculo homenageia José Saramago com os atores do grupo em respeitosa fila pedindo-lhe autógrafos para O Ano da Morte de Ricardo Reis, e fazendo uma alusão ao Memorial do Convento, através da projeção da Passarola de Bartolomeu de Gusmão.

Foi, sem dúvida, uma forma diferente de abordar este conteúdo programático.

Texto e fotos: prof. Cândida Carlos e Fátima Henriques




quarta-feira, 16 de novembro de 2022

16 de novembro: centenário de José Saramago


No dia 16 de novembro de 2022 comemorou-se o centenário do nascimento de José Saramago na Escola Secundária de Pinhel.

Neste âmbito, a biblioteca escolar e a Direção do Agrupamento assinalaram o dia do Centenário com uma breve cerimónia de recolocação da escultura de José Saramago, realizada pelo professor Carlos Franco e pelos seus alunos no ano de 2003.

Na cerimónia do centenário, os alunos do 8º C, do 11º B e do 12º B/C leram, em voz alta, excertos dos livros de José Saramago, destacando-se "Viagem a Portugal”, “Carta Para Minha Avó Josefa” e o discurso proferido por José Saramago na cerimónia da entrega do Prémio Nobel.

O Sr. Diretor do Agrupamento, professor José Vaz, falou sobre o percurso cívico do escritor.

Texto: professor bibliotecário

Imagens: prof. João Guerra

José Saramago na Escola Secundária de Pinhel, em outubro de 2003

Pode ver mais fotografias do evento no Facebook e no Instagram do nosso Agrupamento (clique nas imagens)


sexta-feira, 1 de outubro de 2021

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS IDOSAS - 1 de outubro

 

Os idosos para além do amor e cuidado que nos proporcionam, são uma fonte de sabedoria e experiência que influencia quem somos e quem aspiramos a ser. Todos nós temos o dever de zelar pelo cumprimento dos direitos das pessoas idosas e garantir que vivam com dignidade.

Neste dia Internacional, agradecemos a sua sabedoria e o papel que desempenham na melhoria das nossas sociedades.

Clube de Voluntariado e Cidadania


“Carta para Josefa, minha avó”

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo – e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e de formadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.

Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira – sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?)

Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos – e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti – e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas – e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»

José Saramago (2018). “Carta para Josefa, minha avó”, in Deste mundo e do outro. Porto: Porto Editora.

Para refletir:

● Que desafios enfrentamos, face ao rápido envelhecimento demográfico da população?

● O valor da vida humana diminui à medida que envelhecemos? Porquê?

Clube de Voluntariado e Cidadania



domingo, 4 de novembro de 2018

José Saramago: 20 anos do Prémio Nobel

Mais imagens dos "graffiti" feitos pelos alunos de Artes e de Educação Visual a propósito dos 20 anos do Prémio Nobel da Literatura atribuído a José Saramago e da comemoração dos 15 anos da passagem de José Saramago pela Escola Secundária de Pinhel (outubro de 2013):





quarta-feira, 31 de outubro de 2018

José Saramago: 20 anos do Prémio Nobel

Aqui ficam as primeiras imagens dos "graffiti" feitos pelos alunos de Artes e de Educação Visual a propósito dos 20 anos do Prémio Nobel da Literatura atribuído a José Saramago: 







segunda-feira, 22 de outubro de 2018

José Saramago: 20 anos do Prémio Nobel - exposição comemorativa

Há vinte anos José Saramago recebeu o prémio Nobel da Literatura (em outubro de 1998). Há quinze anos (outubro de 2003) o escritor visitou a Escola Secundária de Pinhel tendo sido inaugurado um esboço em ferro do seu busto no pilar que é agora a coluna onde se afixam os nomes dos alunos dos quadros de honra.

Na sua passagem pela Escola Secundária o escritor, prémio Nobel da Literatura, visitou a biblioteca e assinou diversos exemplares dos seus livros que estavam na biblioteca. Assim, na passagem de vinte anos da atribuição do Prémio Nobel e quinze anos desde a sua passagem pela Escola Secundária de Pinhel, a biblioteca escolar, com o grupo de Artes e com o apoio da autarquia de Pinhel, decidiu homenagear José Saramago como o autor deste mês de outubro de 2018. Outubro é, também, o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, evento comemorado a nível mundial pelas bibliotecas escolares de todo o mundo cujo lema é “Eu ♥  biblioteca escolar”.
A atividade planeada pelo grupo de Artes consiste na elaboração de diversos “graffiti” de José Saramago pelos alunos do 9.º ano e dos cursos de Artes Visuais no âmbito de EV e Desenho. Esses “graffiti” serão pintados pelo recinto da Escola Secundária e por vários espaços da cidade. Diversas frases de José Saramago darão enquadramento a esses “graffiti”. Paralelamente, no polivalente da Escola Secundária está em exposição um conjunto de cartazes sobre a obra de José Saramago e sobre a sua visão do mundo e da vida.
Como já dissemos, em 2003 José Saramago visitou Pinhel mas, também, Cidadelhe, aldeia que já tinha palmilhado durante a viagem que empreendeu entre outubro de 1979 e julho de 1980  para escrever o livro “Viagem a Portugal”. Em Junho de 2009, José Saramago visitou pela última vez a aldeia de Cidadelhe (faleceu cerca de um ano depois, em junho de 2010). Participava num projeto da Fundação com o seu nome que tinha como tema "O Caminho de Salomão", um percurso concebido por José Saramago a partir do seu livro "A Viagem do Elefante".
Mas, afinal, quem é José Saramago?
Este neto de camponeses, nascido na aldeia de Azinhaga, Ribatejo, começou a trabalhar desde cedo como serralheiro mecânico, depois desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor e jornalista. Publicou o seu primeiro livro,  “Terra do Pecado, em 1947 mas não voltou a publicar mais nada até 1966. Dez anos depois (a partir de 1976) passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário. José Saramago faleceu a 18 de junho de 2010.
A obra escrita de José Saramago está traduzida em diversas línguas destacando-se, de entre a sua vasta obra literária, os livros Manual de Pintura e Caligrafia: um romance” (1977), “Memorial do Convento” (1982), “O Ano da Morte de Ricardo Reis” (1984), “A Jangada de Pedra” (1986), “História do Cerco de Lisboa” (1989), “O Evangelho segundo Jesus Cristo” (1991), “Ensaio sobre a Cegueira” (1995), “Todos os Nomes” (1998), “O Homem Duplicado” (2002), “A Viagem do Elefante” (2008), “Caim” (2009, no ano em que visitou Cidadelhe pela última vez), entre muitos outros.
José Saramago produziu uma obra rica em parábolas, portadoras de imaginação, compaixão e ironia. É, sem dúvida, um autor que vale a pena ler!
Aqui ficam algumas imagens da exposição no polivalente da Escola Secundária:






segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Memorial do Convento de José Saramago

No passado mês de Dezembro os alunos do 12º ano deslocaram-se a Mafra juntamente com as professoras Ana Lourenço, Adelaide Gonçalves, Fátima Henriques e Luísa Diogo. Esta viagem teve como objetivo assistir à dramatização da obra O Memorial do Convento de José Saramago.
“Unidos por um amor maravilhosos, Blimunda e Baltasar juntam-se ao Padre Bartolomeu e ao seu sonho de voar. A Passarola, máquina voadora, mista de barco e de pássaro nasce do saber científico, da força do trabalho de Baltasar e dos poderes de Blimunda que recolhe as “ vontades humanas” que alimentarão a máquina e a farão voar. A história encantada que revolucionou a literatura portuguesa retrata o nascimento de um convento no século XVIII.”
Na adaptação dramatúrgica assistiram a uma relação dinâmica entre cinco atores, música original e espaços cénicos de excelência que vão dar vida a dezassete personagens e a episódios essenciais da obra.

Como introdução assistiram ainda ao espetáculo multimédia intitulado “The Will to Fly” onde foi oferecido aos alunos um universo de sons, imagens, cores e sensações levando cada um à experimentação da Utopia.
Prof. Ana Lourenço