Sugestões de leitura das bibliotecas escolares:

Texto: prof. Céu Ferreira; Edição e publicação: biblioteca escolar
Sugestões de leitura das bibliotecas escolares:

Texto: prof. Céu Ferreira; Edição e publicação: biblioteca escolar
Para assinalar o Dia da Europa, o Plano Nacional de Cinema (PNC) sugere o visionamento do filme “Uma Turma Difícil” (2014), de Marie-Castille Mention-Schaar.
O filme está disponível na plataforma “streaming” Plano Nacional de Cinema (PNC) até ao dia 31 de maio.
Sinopse do filme
“No Liceu Léon Blum, em França, uma professora de História depara-se com o desrespeito, a violência e a falta de perspetivas na mais complicada e problemática das suas turmas do 10º ano, onde um grupo de adolescentes de diferentes origens parecem ter muito pouco em comum. A professora propõe-lhes então um desafio: entrarem no Concurso Nacional da Resistência e da Deportação, um concurso de reflexão sobre as memórias do Holocausto e o seu impacto nos jovens de hoje.” Fonte: Plano Nacional de Cinema (PNC).
Ligação para o trailer legendado do filme: https://www.youtube.com/watch?v=kzX2K3kRLnY
A biblioteca escolar sugere a leitura do livro "A Turma", de François Bégaudeau, existente na nossa biblioteca. O livro é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.
Sinopse:
“A Turma inspira-se no dia-a-dia tragicómico de um professor de Francês colocado numa escola pública da cidade de Paris. Neste romance escrito encostado à realidade, François Bégaudeau evidencia os problemas de expressão e compreensão nas salas de aula da língua que, na turma, nem todos dominam. E convida-nos a entrar na escola de hoje, problemática e multicultural. A realidade francesa afinal tão próxima da realidade portuguesa, e quem sabe de tantas outras. Este romance foi adaptado ao cinema num filme realizado por Laurent Cantet, com a participação do próprio autor como actor principal. Recebeu a Palma de Ouro do Festival de Cannes 2008.” Fonte: https://www.bertrand.pt/livro/a-turma-francois-begaudeau/220181
As visitas de estudo incorporam na sua génese, como sabemos, entre outras, situações de aprendizagem fora do espaço escolar que favorecem a aquisição de conhecimentos, propiciam/facilitam a sociabilidade e estimulam a relação professor-alunos. Assim se reconheceram também essas caraterísticas na visita de estudo com os alunos de 9º ano. No dia 23 de março, no horário da tarde, os alunos das três turmas de 9º ano, acompanhados de 4 professores, visitaram o museu “Vilar Formoso-Fronteira da Paz” – Memorial aos refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes.
A visita integra-se no
PAA do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, no âmbito dos conteúdos das
disciplinas de História e Geografia: “A 2ª Guerra Mundial-Violência e
Reconstrução” e “Mobilidade Populacional”, respetivamente.
O espaço levou-nos a
percorrer os 6 núcleos expositivos iniciando a visita no núcleo “Gente como
Nós”, passando pelo “Início do Pesadelo” e pela “Viagem”. Em seguida, a “Chegada”
a Vilar Formoso, percebendo, aqui a comoção com que os refugiados foram
acolhidos. Logo a seguir, o núcleo “Por terras de Portugal”, isto é, as
diferentes geografias pelas quais se repartiram as famílias refugiadas no nosso
país e, por último, ”A Partida”- a partida de Portugal, uma oportunidade ao
encontro de um futuro melhor para terras longínquas, sobretudo para o Novo
Continente.
Foi
assim que visualizámos com “outros olhos” uma das consequências humanas da II
GM:” vestimos a pele” de um refugiado no percurso até à liberdade, após a fuga
às atrocidades genocidas de extermínio perpetradas pelo regime nazi na Europa.
Reconheceram-se aspetos históricos, geográficos, artísticos, mas também
literários e culturais.
De
destacar o heroico papel do Cônsul Aristides de Sousa Mendes que, ao arrepio
das ordens expressas de António de Oliveira Salazar, e guiando-se apenas pelos
ditames da sua consciência moral, salvou, em 1940, mais de 30 000 vidas do
horror do holocausto, atuando na emissão de vistos no consulado em Bordéus, elevando-se
à altura de um dos “Justos entre as
Nações”.
Aqui
chegados, avaliou-se a visita de estudo através de debate em contexto de sala
de aula, ouvindo as opiniões dos alunos que evidenciaram a superação das suas
expetativas face à visita.
Concluímos
que foram concretizados os objetivos preconizados, nomeadamente a capacidade de
observar documentos escritos e iconográficos, os tipos de mobilidade
populacional, o reconhecimento do significado da Declaração Universal dos
Direitos Humanos e a consolidação dos conteúdos referentes à II Guerra Mundial
sobretudo no tocante às nefastas consequências humanas. Por último, a
importância dos museus, enquanto instituições de transmissão de conhecimentos e
cultura, mormente o que acabámos de visitar: pequeno no tamanho, mas grande na
mensagem transmitida pelo seu impressionante rigor histórico amplamente
documentado.
Texto e
fotos: prof. Adalgisa Videira e Rosa Oliveira
Publicação: biblioteca escolar
“A
nossa melhor homenagem aos que morreram no Holocausto é a criação de um mundo
de igualdade, justiça e dignidade para todos.” – secretário-geral da ONU,
António Guterres
A 27
de janeiro assinala-se, anualmente, o Dia Internacional em Memória das Vítimas
do Holocausto. Este dia foi implementado através da Resolução 60/7 da
Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a 1 de novembro de
2005.
No âmbito da ação do Dia Internacional em Memória da Vítimas do Holocausto, "o secretário-geral da ONU pediu uma aliança internacional coordenada contra o crescimento do neonazismo e da supremacia branca, xenofobia, antissemitismo e discurso do ódio provocado em parte pela pandemia da Covid-19."
Pode ler mais na página online da RTP, (clique aqui).
A revista Visão apresenta um texto muito interessante sobre a forma como se interpreta o Holocausto nos dias de hoje (clique aqui ou na imagem).
A 27 de janeiro assinala-se anualmente o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este dia foi implementado através da Resolução 60/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, a 1 de novembro de 2005.
O Holocausto foi uma tragédia europeia, um ponto de viragem na nossa história.
O propósito deste dia é não deixar cair no esquecimento o assassinato intencional em massa de seis milhões de judeus pelos nazis e respetivos colaboracionistas. Este constitui um dos maiores crimes contra a Humanidade de que há memória. Por outro lado, pretende-se educar para a tolerância e a paz, bem como alertar para o combate ao antissemitismo.
Não esqueçamos que: “Não podemos mudar a história, mas as lições da história podem mudar-nos a nós.”
Abriu um novo museu na cidade do Porto em "Memória das Vítimas do Holocausto"
Trata-se do Museu do Holocausto do Porto, "criado pela Comunidade Judaica do Porto (CIP/CJP) e retrata a vida judaica antes do Holocausto, o Nazismo, a expansão nazi na Europa, os Guetos, os refugiados, os campos de Concentração, de Trabalho e de Extermínio, a Solução Final, as Marchas da Morte, a Libertação, a População Judaica no Pós-Guerra, a Fundação do Estado de Israel, Vencer ou morrer de fome, Os Justos entre as Nações". (Fonte: https://www.dge.mec.pt/noticias/divulgacao-museu-do-holocausto-no-porto)
Um museu para nunca esquecer a história do ódio na Europa do século XX. E para que o Holocausto nunca mais volte a acontecer!
No mês de junho assinalam-se os 80 anos sobre o salvamento de milhares de homens, mulheres, crianças, entre os quais muitos judeus, pelo Cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes.
Partilhamos, aqui, alguns recursos relacionados com a vida deste “Justo entre as Nações”.
Vilar Formoso – Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao CônsulAristides de Sousa Mendes, clique aqui:
Documentários da RTP Ensina:
“Aristides de Sousa Mendes, o cônsul desobediente”, clique aqui:
A casa de Aristides de Sousa Mendes, clique aqui:
Os refugiados de Sousa Mendes, clique aqui:
Veja mais publicações no blogue do Agrupamento de Escolas de Pinhel sobre o tema do Holocausto, clique aqui: