segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Actualização da Plataforma Moodle para a versão 2.0

Solicita-se a todos os Professores que tenham disciplina criada na plataforma Moodle do Agrupamento de Escolas de Pinhel (http://moodle.aepinhel.org) que, em virtude de se pretender efectuar uma actualização do sistema, façam um backup da disciplina e a guardem num suporte digital (pen).
O backup é importante pois a actualização pode correr mal e as disciplinas serem inadvertidamente eliminadas.

     A actualização do sistema está prevista para 30 de Setembro (sexta-feira)           

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lixo Extraordinário (2010) - TRAILER OFICIAL

Filmado ao longo de quase dois anos, Lixo Extraordinário acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis.

Em exibição no Teatro Municipal da Guarda (Ver aqui).

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Visita de Estudo à Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Guarda

No dia 24 de Junhode 2011, pelas 9h30m os alunos do Curso Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho e Ambiente deslocaram-se aos laboratórios da Escola Superior de Tecnologia e Gestão da Guarda.
A visita iniciou-se, recordando os aspectos abordados na visita anterior, de seguida foi facultada uma breve explicação do funcionamento dos equipamentos nomeadamente, o Sonómetro, Luxímetro e o Higrómetro.
Primeiro realizamos medições do ruído produzido por várias máquinas existentes no laboratório de Engenharia Mecânica.
Relativamente à avaliação da luminosidade, foram comparados os dados obtidos com o luxímetro digital e o luxímetro analógico.
Utilizámos ainda o higrómetro centrífugo, com o qual medimos a temperatura de bolbo húmido e a temperatura bolbo seco, o que nos permitiu calcular a Humidade relativa e a Humidade específica através do diagrama psicométrico.
Por fim, tivemos ainda oportunidade de ver e até mesmo experimentar carros concebidos pelos alunos da escola.
Consideramos que esta viagem foi proveitosa no sentido em que adquirimos/aferimos conhecimentos/experiência no manuseamento dos referidos equipamentos.
Aproveitamos para agradecer aos Professores Jorge Gregório e Carlos Aquino, pela sua disponibilidade para nos receber e acompanhar.



A Professora Gorete Vilar
Os alunos 11ºD

terça-feira, 14 de junho de 2011

Actividade de Filosofia



O Plano Anual de Actividades, do grupo de Filosofia, contemplava, entre outros, o concurso de textos filosóficos. Depois da recolha e selecção dos textos elaborados pelos alunos de Filosofia (10.º e 11.º anos), o júri constituído pelos professores Céu Ferreira, Carlos Adaixo e Manuel Perestrelo, seleccionou, por unanimidade, o texto abaixo apresentado. O prémio foi o livro, Felicidade Paradoxal do filósofo Gilles Lipovetsky onde retrata a sociedade do hiperconsumo. A sua entrega realizou-se no dia oito de Junho, na sala quatro da Escola sede.
Este tipo de evento é fundamental para promover a criatividade e as competências argumentativas bem como as capacidades de trabalho e espírito crítico/ reflexivo dos alunos.

Prof. Maria do Céu Ferreira



As implicações éticas no conhecimento científico e tecnológico
Para Ti, ser omnisciente e omnipresente

Como sabes, pediram-me que escrevesse um texto sobre as implicações éticas no conhecimento científico e tecnológico, porém eu não sei o que dizer. Não agora, enquanto sou meramente uma adolescente “tão inocentemente egoísta e ingénua quanto a idade o permite e justifica …”
Bem, acho mesmo que o melhor é começar devagar, por aquilo que conheço por experiência própria de maneira a que consiga alcançar tal tema tão ilimitável e “desconhecido” para a minha geração.
Alguma vez comparaste a amizade a uma corda infinita que se pode puxar quando e durante quanto tempo se quiser, pois esta nunca acaba? Eu já! O pior é quando descobrimos que a corda não é infinita, que, quando precisamos e puxamos, esta acaba e ninguém a está a segurar, o que nos faz cair num poço sem fundo, sem esperança à vista…
Provavelmente, deves estar a perguntar-te por que raio é que eu vim com esta conversa quando era suposto falar de algo tão “objectivo” quanto o tema inicial deste texto. O que eu quero mostrar-te é que, apesar de ter apenas quinze curtos anos de existência, não sou tão idiota quanto a sociedade actual o julga!
É absolutamente inadmissível a maneira como o Homem mascara/relativiza a realidade consoante muito bem quer e lhe apetece e nós, adultos de amanhã, caímos que nem um patinhos!... É impossível negar que estamos a entrar em decadência, tanto em valores morais como em capacidades intelectuais e qualitativas. Por vezes pergunto-me onde é que vamos parar… É óbvio que sem evolução a nossa espécie não subsistiria! Às vezes questiono-me como é que nos pudeste abandonar no mundo tão biologicamente desarmados… Ao contrário dos outros animais, somos uns “desgraçadinhos”! Sendo fisicamente tão desprotegidos, só temos uma única arma que nos permite subsistir, progredir e conquistar. A questão é explicar qual arma que realmente nos define.
Para uns, é indiscutivelmente a inteligência. É ela que nos permite avançar, que nos serve de portal ao conhecimento e ao poder. A busca incessante pela verdade, pela sabedoria, por algo que nos permita ascender, que nos sirva de aspiração a um estado de sapiência sem limites, à pretensão de reduzir a ignorância e perplexidade que sentimos perante nós mesmos e o mundo que nos rodeia é, sem dúvida, um dos aspectos que nos permite vingar no mundo e deixar a nossa marca pela História. Não é à toa que o conhecimento, nomeadamente científico e tecnológico, nos permitiu e nos permite superar as nossas fragilidades enquanto seres animais.
Todavia, os seus avanços obrigam-me a reflectir incessantemente e a questionar-me enquanto ser humano. Bem, tenta ver as coisas sobre o meu ponto de vista, ainda que este seja tão insignificante e imaturo quando comparado com o teu:
Observa o caso da clonagem. Pensar que caso algo de mal nos aconteça, existe uma maneira pela qual nos podemos salvar, é algo de espectacular. Como sabes, todo o ser humano tem a secreta esperança de viver para sempre, no entanto, eu pergunto-me: será correcta a clonagem de seres humanos?
Infelizmente, o Homem nem sempre utiliza o poder do conhecimento para boas causas. Salvar vidas humanas, é correcto, certo? Contrariar a selecção natural é um acto humanitário, não é? Pois, eu penso que sim. A verdadeira questão é: que preço estamos dispostos a pagar por isso?
Ainda no outro dia li, numa revista científica, que se não fossem as associações que promovem a ética e os valores humanos, nomeadamente na Medicina, já teriam sido fabricados clones sem cabeça de maneira a que se lhe pudessem extrair os órgãos, a pele, etc., para transplantes cirúrgicos.
É então que eu me pergunto: estará isto correcto? Será que matar esses clones, mesmo que estes não tenham cabeça, não será um crime? Será correcto e moralmente aceitável fazê-lo?
Numa sociedade onde o conhecimento científico e tecnológico é tão esmerado, tão incentivado e onde os valores morais estão cada vez mais esquecidos e deturpados, o perigo é iminente. Até ao momento, tem havido algumas entidades que dizem NÃO a estas brutalidades.
No entanto, o meu medo é que, com o desprezo crescente pelos verdadeiros valores que caracterizam a Humanidade, amanhã o ser humano não saiba distinguir entre o que está correcto e o que está errado, entre o que é humano e o que é monstruoso.
Penso que, se a verdade, o amor, a justiça e a dignidade humana continuarem a ser relativizadas, os humanos perderam aquilo que realmente os define: a compaixão, a generosidade; para passarem a ser autênticos monstros frios e sem escrúpulos.
Como tal, enquanto adulta de amanhã, não deixarei que as implicações éticas se afastem do conhecimento científico e tecnológico, no que toca à minha pessoa e a todas aquelas que eu conseguir alcançar, pois, sem elas, “ a corda infinita esgotar-se-á e cairemos num poço sem fim, sem que alguém nos possa alcançar”.
Ana Falcão, 10ºA, n.º2