Autóctone significa indígena, ou seja, natural da própria região. Uma floresta autóctone é, assim, um espaço com árvores originárias do próprio território.
O livro Colapso: Ascensão e Queda das Sociedades Humanas, de Jared Diamond (Lisboa: Gradiva, 2008) mostra-nos como algumas sociedades do passado se autodestruíram despois de destruírem as suas florestas originais.
Infelizmente, como mostra o autor, esse fenómeno continua a acontecer no mundo contemporâneo. O capítulo 11 (pág. 392-421), intitulado “uma ilha, dois povos, duas histórias: a República Dominicana e o Haiti”, é, a todos os títulos, sugestivo pois mostra como numa mesma ilha das Caraíbas a floresta marca a linha entre a pobreza extrema e a sustentabilidade. No Portal da Rede de Bibliotecas de Pinhel está disponível um texto sobre o livro Colapso… (CLIQUE AQUI).
Na Escola Secundária/3 de Pinhel serão plantados quatro carvalhos nativos das beiras (Quercus pyrenaica) e uma sementeira de Zelha (Acer monspessulanum) natural da Península Ibérica e que na região só se encontra no Bogalhal Velho.
Este documentário com o título “A volta ao mundo em 80 dias”, inspirado no título da obra de Júlio Verne, é protagonizado por dois jornalistas extraterrestres que viajam pelo nosso planeta ao longo de 80 dias, entre os dias 12 de Janeiro e 1 de Abril de 2011. Estas duas personagens visitam vários países constatando que o homem está a comprometer toda a vida na terra.
Os alunos do Agrupamento de Escolas de Pinhel, com a colaboração do Município de Pinhel, comemoraram o Dia da Floresta Autóctone. Pelas 10,30, na Escola Sede, Escola Secundária C/3 CEB, procedeu-se à plantação de algumas espécies autóctones de Portugal, Azereiro (Prunus lusitanica), Medronheiro (Arbutus unedo) e sementeira de bolotas de Azinheira (Quercus rotundifólia). Estas são plantas típicas do ecossistema português, daí chamarem-se autóctones, estando por isso perfeitamente adaptadas às condições edáfico-climáticas (solo e clima) da nossa região.
Das três espécies citadas o Azereiro é o mais raro, estando hoje confinado a algumas áreas protegidas do Cento e Norte do País. Tanto quanto sabemos, este exemplar, se vingar, será o único no Concelho de Pinhel, enriquecendo assim a colecção de árvores do arboreto da Escola Secundária. Pelo atrás referido juntamos, para a posteridade, uma fotografia do citado espécime.
Prof. Gastão Antunes
Durante a semana de 22 a 28 de Novembro está em curso a Semana da Reflorestação Nacional, iniciativa proposta pelo Movimento Plantar Portugal (www.plantarportugal.org/), no âmbito também do Dia da Floresta Autóctone. A Câmara de Pinhel associou-se à Escola Secundária durante o dia 23 na plantação das árvores referidas. Para além disso, todos os Jardins-de-Infância e Escolas do 1.º Ciclo receberam uma árvore, espécie autóctone, a fim de a poderem plantar, assinalar este dia e aprender a cuidar! No Parque Florestal da Trincheira e em gesto simbólico durante a tarde, procedeu-se à plantação de uma Ginkgo biloba e de uma cerejeira brava.
Associada a esta iniciativa os estabelecimentos de ensino receberam também material informativo e de divulgação (um cartaz, um autocolante para o rolhinhas e um marcador de livro) sobre o Projecto Green Cork – Reciclagem de Rolhas de Cortiça, no intuito de os convidar a aderir, juntando as rolhas de cortiça que posteriormente serão recolhidas e encaminhadas para a QUERCUS.
Ainda no âmbito desta semana da reflorestação nacional, a Câmara de Pinhel lança o desafio de no Sábado, dia 27, em vez de florestar, limpar os nossos espaços naturais. Vai haver recolha de lixo na zona designada por Marechal. O ponto de encontro será às 9.00 horas em frente à Parada Coronel Lima Veiga e todos os voluntários serão bem-vindos.
Gabinete de Espaços Verdes e Ambiente do Município de Pinhel
Alguns recursos (livros e CDs) existentes na Biblioteca da Escola Secundária/3 de Pinhel:
Atlas de Plantas Medicinais e Curativas / José Romagosa. - Setúbal: Marina Editora, 2000
61 ROM ATL (ES3) – 1382
Atlas de fauna : do Vale do Côa / Ricardo Tomé e Paulo Catry; prefácio e revisão de Vitorino Nemésio; verificação do texto e notas por António C. Lucas. - Pinhel: Município de Pinhel, 2008
59 TOM ATL (ES3) - 6264
59 TOM ATL (ES3) – 6265
Percursos Naturais - [s.l.]: Forum Multimédia, [s.d.]. - cd
764 PER (ES3) - 5226
Percursos Naturais. - [s.l.]: Forum Multimédia, [s.d.]. - cd
764 PER (ES3) - 5227
Guia de percursos da Serra do Açor e Vale do Ceira / Fernando Romão e Paulo Barreiros. - Coimbra : Quercus, 1999. - 213 p. - (Cadernos Quercus série D ; 3)
908 ROM GUI (ES3) – 6366
Enciclopédia Visual: As Árvores / Justin Hardy . - Lisboa : Costa do Castelo Filmes, 1997. - 40 m 5 HAR ENC (ES3) – 5072
Atlas das Ciências: plantas medicinais e curativas. - [s.l.] : Marina Editores, 2000. - cd
764 ATL (ES3) – 5354
O grupo de Geografia da nossa escola, em colaboração com a Câmara Municipal de Pinhel, trouxe a Pinhel o conhecido meteorologista Dr. Manuel Costa Alves para falar sobre questões ambientais. O cine teatro de Pinhel encheu-se de alunos (e professores) que ouviram, entre outras coisas, que está nas nossas mãos salvarmos planeta da provável destruição. A preservação do modo de vida que hoje conhecemos implica a redução da poluição, causadora de distúrbios climáticos graves. Como todos sabem, esta questão está na ordem do dia. Há poucos dias deu entrada na biblioteca da Escola Secundária/3 de Pinhel um excelente livro sobre o estado do planeta. O Washington Post considerou o autor desse livro, Lester Brown, "one of the world's most influential thinkers." O livro tem como título “Plano B 2.0: Resgatando um planeta sob stress e uma civilização em apuros” e foi editado em Portugal pela Câmara Municipal de Trancoso. Logo na página de apresentação do livro Bill Clinton escreve o seguinte: “Lester Brown conta-nos como construir um mundo mais justo e salvar o planeta de mudanças climáticas numa forma prática e directa.” E acrescente: “deveríamos todos seguir os seus conselhos”. Como poderemos mudar o estado das coisas? O que podemos fazer para “salvar a civilização” nas palavras de Lester Brown? O autor dá várias respostas pertinentes. Destaco, apenas, uma delas: “depende de si e de mim, do que você e eu fizermos para inverter estas tendências (declínio económico e colapso da civilização). Isso quer dizer, tornar-se activo politicamente. Salvar a nossa civilização não é um desporto de espectadores.” (Brown, 2006, p. 358). Para os interessados: pode-se fazer download da versão portuguesa deste livro em:
Indicação bibliográfica: Brown, Lester R., Plano B 2.0: Resgatando um planeta sob stress e uma civilização em apuros, Câmara Municipal de Trancoso (edição em língua portuguesa). Earth Policy Institute (edição original em inglês) 2006